Um episódio que não pode ter reprise: Lugar de bandido é na cadeia

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Nosso país, há muito anos, vem atravessando adversidades que, por consequência, tem gerado indignação e muitos discursos com teor pejorativo no que diz respeito a nossa pátria, fato que demonstra o quanto estamos carentes de educação moral e cívica, tendo em vista que o Brasil é representado por cada um de nós e a má administração, a corrupção e as injustiças acontecem com apoios indiretos que são praticados pela maioria da população e, na maioria dos casos, por omissão, pelo fato de saber o que é certo e aceitar o errado apenas para não sair da zona de conforto.

No Estado Democrático de Direito as leis são criadas por representantes do povo e o bem estar da coletividade sempre será a objetividade jurídica, sendo assim as normas sempre estão voltadas para prevalência do interesse público, contudo, quando há controvérsias, os interessados devem manifestar os interesses através do Poder Judiciário ou do Poder Legislativo, mas jamais executarem ações pelas próprias razões, tendo em vista que a supremacia do interesse público possui ritos e a violação dos procedimentos formais é um desrespeito a democracia.

  • No dia 03 de Fevereiro, por volta das 21h, houve mais uma prática de furto de celular na Avenida Rio Branco e a vítima, que conduzia seu veículo e estava realizando serviços de transportes de passageiros (UBER), fez acompanhamento do meliante até a Rua Helvétia.

Por razões óbvias, a vítima foi interpelada por equipes da GCM e advertido que não poderia adentrar ao “fluxo”, já o bandido, apoiado por transeuntes que obstruíram a via, logrou êxito na fuga e adentrou na área hostil onde usuários, dependentes e traficantes ficam aglomerados.

A título de esclarecimento, cumpre ressaltar que adentrar o fluxo de usuários para recuperar bens que foram subtraídos é uma atitude de altíssimo risco a própria integridade e também há o risco de ficar em cárcere e ter outros bens subtraídos. Diante do ocorrido, prontamente a Guarda Civil iniciou a estabilização e controle de um início de distúrbio na Rua Helvétia com Alameda Dino Bueno, ganhou território e realizou patrulhamento nos arredores em busca do suspeito, porém sofreu hostilização dos moradores dos hotéis que lançaram objetos contra os agentes, inclusive um extintor de incêndio.

Durante a ação da Guarda para repelir a injusta agressão e inibir que os ocupantes do fluxo tomassem as ruas e iniciassem práticas de vandalismos, algo inédito aconteceu, os policiais foram atacados com vasos, ovos, água e objetos por moradores dos prédios. Por questões de sigilo profissional não foi dada publicidade do local exato de onde vieram os ataques, porém foi certificado que o agressor estava na torre que fica na esquina da Alameda Dino Bueno com a Rua Helvétia, na quadra que faz extensão até a Rua Barão de Piracicaba.

Por fim, a situação foi controlada, mas há fortes indícios de que todos que de alguma forma facilitaram a fuga do ladrão de celular e interviram em desfavor da ação da Guarda Civil Metropolitana, que objetivava recuperar o bem, são partícipes, integrantes de uma organização criminosa que ali está instalada, a julgar pelo fato de que, além do tráfico de drogas local, há também comércio de todo tipo de material eletrônico nas proximidades, razão pela qual o morador do prédio tenha se sentido motivado a atacar os agentes para garantir o êxito do furto.

Será que o morador que atirou objetos contra os guardas estava esperando um smartphone?

Talvez no prédio esteja instalado um olheiro ou até mesmo um dono de “barraquinha” de venda de drogas, são questões que devem ser levantadas e observadas por todos. O fato é que lá estava atuando um bandido, um marginal que não merece e nem pode estar inserido entre pessoas de bem.

Os interesses do delinquente que estava naquele prédio precisa ser esclarecido, portanto certamente as autoridades serão cientificadas para que um trabalho de inteligência seja iniciado, mas se você, morador, sabe quem é o facínora, denuncie!

Envie e-mail para as ouvidorias das polícias, procure um agente, uma base policial ou registre de forma anônima em qualquer dos canais disponíveis, inclusive passe para nós do Ajuda SP Centro, que iremos retransmitir, preservando o anonimato, para os canais responsáveis realizarem apurações.

A influência de criminosos não pode prevalecer, o exercício arbitrário das próprias razões não é caminho para a ordem e o progresso tão desejados.

A população precisa ser mais legalista se quiser um país justo, rejeitar os “achismos” e distorções das leis, fazer valer a democracia. Horas antes, após ser lacrado um dos hotéis que foi desocupado, a “semente do mal” já havia sido plantada por uma militante da desordem que, de forma equivocada ou com extrema má-fé, explicava aos moradores dos hotéis que eles não deveriam facilitar as desocupações e precisavam oferecer resistência perante as ações de desocupação, sob a alegação de que já moram ali há muito tempo.

A “semente do mal” estava sendo plantada por aquela que constantemente pede paz, mas incita a violência, “madrinha do tráfico”, que logrou êxito em formar um grupo de aproximadamente vinte pessoas que praticaram vandalismos contra os tapumes, mas foram contidas.

Os crimes contra a Administração Pública, incitação a violência e a organização criminosa são atos repulsivos, quem os pratica é que está no lugar errado e precisa ser responsabilizado e excluído do convívio social

“Um homem não pode fazer o certo numa área da vida, enquanto está ocupado em fazer o errado em outra. A vida é um todo indivisível.” (Mahatma Gandhi)

Lei existe para ser cumprida, a regra é um alinhamento de interesses, pessoas de bem não podem achar normal viver entre bandidos ou as práticas antissociais, urge a necessidade de uma união para favorecer os interesses consolidados pela democracia.
Bandidos não são legisladores, juízes ou promotores, sendo assim suas vontades, teses ou interesses devem ser blindadas pela força de homens e mulheres de bem.

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