Gastos milionários – Fatos estranhos promovidos pelas gestões na “Cracolândia”

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Gastos milionários, impunidade, apologia e legalização das drogas, vitimismo, ativistas, ONG´s pról cracolândia, tráfico de drogas, assaltos, roubo de fios, vandalismos, direitos humanos deturpados, todas essas palavras são referências da realidade do bairro Campos Elíseos. Tudo de ruim está enraizado nesse bairro, tão rico em cultura e relevante para história da cidade, porém vitimado por justificativas vazias e gastos excessivos infundados. A imagem que passa é que o bairro é um Navio e está a deriva, deixando o destino nas mãos dos Deuses.

Na Mitologia Grega Hades é um dos Deuses e governante do mundo dos mortos (Submundo), onde os mortos são julgados e condenados ao Tártaro ou Campos Elíseos.
Campos Elíseos é o paraíso no Submundo, o bairro que no século passado era nobre, um verdadeiro Paraiso e hoje  assemelha-se ao Tártaro, um inferno na terra.

Mas colocando os pés no chão e voltando para nossa realidade, muitos dos problemas não são solucionados não é por falta de investimento ou oportunidade. Há uma construção e valorização da ignorância, aliada a falta de informação da população e a realidade distorcida construída pela mídia.
A verdade é que muitas informações são omitidas, a mídia e os ativistas não querem mostrar fatos compromotedores.

Existe um investimento milionário para ajudar as pessoas em situação de rua disponibilizado pelo Governo do Estado de São Paulo incluindo verba do Município.

O Ajuda SP Centro entrou em contato com a SMADS (Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social), e informou que as doações de marmitas são realizadas por 33 “PARCEIROS”, responsáveis pelo fornecimento de doações nos bairros do Bom Retiro, Santa Cecília e Campos Elíseos.  Oficialmente a verba é direcionada apenas ao Bom Retiro e Santa Cecilia, porém as doações são realizadas também na região da Cracolândia. Cada parceiro recebe uma verba mensal, uma verba milionária que somando todos os 33 parceiros ultrapassa 5 milhões de reais por mês. Para ser mais exato o valor é de R$ 5.334.507,14 reais. Veja a tabela abaixo:

Anualmente os gastos ultrapassam mais de 60 milhões. Custos muito altos e existe negligência onde é necessária atenção: famílias carentes, doentes, habitando em áreas de risco deveriam ter uma verba tão alta. Com um custo anual de R$ 64.014.085,68 reais é necessária uma revisão da Prefeitura para gastos mais eficientes. No entanto a SMADS também informa:

Entretanto, esta Secretaria não controla a doação de alimentos ou outros gêneros que é feita por organizações voluntárias, pessoas físicas ou jurídicas, inexistindo uma contagem ou autorização por parte desta Secretaria.

Em resumo, além das doações oficiais custeados pela Prefeitura, há inúmeras ONG´s que doam alimentos, roupas, cobertores na Cracolândia, sem nenhuma fiscalização ou controle.

Infelizmente os serviços sociais não exercem um serviço eficaz pela falta de organização, metodologia e planejamento. O Ajuda SP Centro já escreveu sobre os Assistentes Sociais na Cracolândia, não há histórico, estatística ou banco de dados sobre pacientes tratados e recuperados, ou sobre os usuários tratados e que retornaram ao vicio. Afinal qual trabalho é realizado e não tem histórico, metas ou análise da eficácia? Como comprovar e justificar o custo mensal, realizar ajustes no programa para melhorar a qualidade do serviço se nem sequer existe um banco de dados dos pacientes tratados ou abordados?

Voltando para as ONGs, como é justificada a verba gasta mensalmente superior a 500, 600 mil? Isso dá margens para suspeitas da ocorrências que envolvem corrupção.

E os gastos não param por ai

O Ajuda SP Centro não se contentou apenas com essa informação, pois o fundo mensal não é exclusivamente para a região da Cracolândia e sim direcionados para pessoas vulneráveis. Entramos em contato com a Secretaria Estadual da Fazenda e Planejamento e os responsáveis pelo Programa Recomeço são: Secretarias do Desenvolvimento Social e Secretaria da Saúde.

  • No caso da Secretaria de Desenvolvimento Social (SDS), o Programa agrega duas Ações específicas: Operacionalização e Implantação de Unidades de Acolhimento Institucional e Acolhimento Institucional para Reintegração Social e Autonomia. As verbas reservadas neste ano para essas duas iniciativas somam na SDS R$ 27,1 milhões.
  • As programações sob a responsabilidade direta da Secretaria de Saúde, por sua vez, são consolidadas na Ação: Programa Estadual de Enfrentamento ao Crack-Saúde: Recomeço, cuja dotação disponível neste ano é de R$ 9,5 milhões.

Essas informações foram transmitidas pela Secretaria da Fazenda e Planejamento, solicitado no Portal da Transparência do Estado de São Paulo. As informações são atualizadas até Dezembro/2020, conforme informado pela própria secretaria:

Com isso, como demonstrado na tabela anexa, os recursos reservados ao Programa Recomeço somam R$ 36,6 milhões em 2020. Os valores mensais dispendidos ou liquidados por cada uma dessas Secretarias, até o dia 04 de dezembro passado, são também aí discriminados. (Secretaria da Fazenda e Planejamento)

Os valores são assombrosos, na região da Cracolândia apenas o custo anual é mais de R$ 36 milhões, somando ao custo mensal das ONGs, os gastos superam os R$ 100.000.000 milhões de reais.

E tem mais, muito mais…

Até o momento informamos valores de tratamento e alimentação, não foram informados os custos de manutenção da região. Os contratos das empresas prestadores de serviço como a Loga e AMLURB são diferentes para a região do Campos Elíseos devido ao alto volume de lixo gerado pela Cracolândia, Carroceiros e Doações de alimentos. São realizadas limpezas e lavagens em todo o entorno do Complexo Júlio Prestes, procedimentos que são realizados várias vezes ao dia.

Outro problema na região é o Roubo de fios, principalmente dos semáforos, em toda a região do bairro Campos Elíseos é comum o roubo de fios, causando um grande prejuízo para os cofres públicos, contudo quem paga são os munícipes, inclusive cumpre ressaltar, um valor muito alto para manter o submundo no centro de São Paulo.

E então caro leitor, o que achou da matéria? Mudou sua visão sobre a cracolândia? Deixe seu comentário

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