Cozinha da morte & Especialistas em tolices, o brasileiro na mira de facínoras.

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Imagine uma situação de onipresença, a capacidade de observar aqueles que você mais ama em todos os momentos e lugares, coloque-se na posição de pai ou mãe de dois filhos, um guarda civil e o outro um indivíduo viciado em drogas.

Ambos saem de casa, um para trabalhar pela segurança pública e outro para ser escravizado pelo vício através dos traficantes, razão pela qual você tem ciência de que a cada vez que eles saem pelo portão pode ser a ultima, é incontroverso que os dois tem um inimigo em comum, o traficante de drogas.

  • O viciado desiste dos sonhos, da família, destrói a saúde e encerra seus vínculos afetivos, exclusivamente, em razão da maldita droga, inclusive passa a cometer crimes e selar palavras com homens sanguinários, circula por caminhos de morte.
  • O guarda civil está a disposição do destino, foi uma escolha, a cada esquina que dobra pode deparar-se com um inimigo violento, constrói sua carreira com um histórico de desafetos,tendo em vista que a cada prisão efetuada é uma pessoa com ódio no coração atrás das grades e, quase sempre, um bandido com prejuízo do lado de fora e planejando vingança.

Amor de pais para filhos supera teorias, falácias e filosofias que só tem servidão em entrevistas na grande mídia ou propaganda política, só quem tem ou teve um filho viciado conhece o nível de sofrimento e dor, só quem tem filho atuando na segurança pública sabe quantas lágrimas são contidas diariamente e a gratidão a Deus pelas petições atendidas.

Considere que, por ser onipresente, você é capaz de ver seu filho, uma pessoa que já não tem mais força física, lucidez nos discursos e nem tampouco amor próprio, curvando-se a um vendedor de pedras de crack, mendigando para sustentar o vício e sendo humilhado para obter um mísero pedaço da droga que o faz cair na sarjeta diariamente.

Observa seu filho caminhando como aqueles zumbis de filmes de terror, obcecado pela droga, marginalizado e hostilizado pelo Estado, “enraizado” dentro de um coletivo de pessoas doentes.

Ao sondar as atividades do outro filho, este está circulando pelas ruas de uma cidade violenta, ostenta um uniforme que é uma verdadeira declaração de guerra aos infratores da lei, sob olhares desconfiados e alguns prontos para atirar, o fato é que se seu caminho cruzar com os de criminosos, certamente haverá um confronto mortal.

Dois filhos sob a mira de armas de bandidos!
O desejo de retirá-los do cenário narrado, seguramente, é o que se manifesta no coração, contudo, no caso do guarda civil, o risco é fruto de uma vocação, decisão lúcida e legítima, já no caso do viciado estamos diante de uma doença da qual organizações criminosas transformam em rentabilidade.

É muito fácil falar em dignidade humana e constitucionalidades quando o tema envolve políticas públicas das quais quem tem dinheiro não precisa ou não sente tanto a falha, teorias que não comprometem a vida de pessoas próximas, citar textos de leis para impressionar é mais fácil que utilizá-los para garantir, verdadeiramente, o valor da vida.

Recentemente a Deputada Estadual Janaina Paschoal fez críticas referentes as doações de alimentos na região da Cracolândia, mencionou que a distribuição em perímetros onde ocorre a comercialização de drogas só favorece ao crime, em contrapartida foi alvo de ataques e reportagens tendenciosas que, desesperadamente, investiram em distorcer o contexto.

A deputada falou uma verdade que incomodou a grande mídia, eles têm medo que a ideia seja recepcionada pelo povo!

Aquele que tem um filho aprisionado na Cracolândia não consegue retirá-lo de lá por inúmeras razões, mas uma delas é o fato de que as organizações criminosas investem em “assistências” que na verdade são investimentos para consolidar o ponto de tráfico.

A lógica é muito simples, Cracolândia gera lucro aos criminosos e também favorece a promoção de investimentos “obscuros”. Dar comida e um lugar para repousar é uma maneira de manter e atrair novos clientes, ou melhor, novos doentes, portanto é uma afronta a moralidade e um ato de extrema desumanidade alimentar para impedir o contato externo, com o proposito de evitar o apelo a quem realmente ama ou a alguém tenha potencial de tirar viciados de perto dos traficantes.

A grande mídia e alguns representantes religiosos tem demonstrado um interesse acima da média por tudo que favorece a permanência dos viciados na região, poucos tem coragem de questionar ou falar, mas há indícios de que o tráfico de drogas que é administrado por uma organização criminosa, também é assistido por “personagens” que estão encarregados de enganar o povo, juntamente com a imprensa provocam a comoção popular para que algumas questões comprometedoras não sejam levantadas

Voltando a nossa situação fática imaginária:
Você gostaria de ver seu filho sendo alimentado dentro da Cracolândia ou preferiria vê-lo sendo extraído de lá?

É notório que distribuir comida a menos de cinquenta metros de barracas de traficantes configura má-fé, se fosse um ato de caridade as pessoas seriam convidadas a comer fora dali.

Comida distribuída ao lado de barracas de traficantes, além de ser anti-higiênico é uma prestação de serviço aos marginais que terão seus viciados mais horas próximo ao comércio de entorpecentes e longe dos familiares ou qualquer outro tipo de assistência.

Lamentavelmente, por serem feitas distribuições dentro do ambiente do tráfico, famílias com crianças e idosos também são obrigadas a adentrarem ao local em busca da comida que poderia ser doada em um local mais adequado, mais acolhedor.

Essencialmente caberia uma apuração das reais intenções, mas por hora, ocorre que as tais caridades conduzem o viciado a ruína e, na situação fática apresentada, a cada prato de comida doado ao lado de uma barraca de traficante de drogas, mais distante do retorno a família “nosso filho” estará.

É a cozinha da morte!
O vereador de São Paulo, Delegado Palumbo, idealizou a compra de fuzis para equipar a Guarda Civil Metropolitana, obviamente não faltaram “especialistas” contrários a ideia, além de críticos religiosos que mais ficam na Cracolândia que na igreja evangelizando, gente que não tem coragem de contrariar criminosos, portanto desconhece as razões de fuzis serem úteis nas mãos de guardas civis.

Especialistas em segurança pública?
Em síntese argumentam que a função da Guarda Civil é preventiva, comunitária e que a Polícia Militar já exerce a função de combate, também citam que um fuzil tem potencial altamente destrutivo, ou seja, são especialistas de sala de aula, homens que desconhecem o que é estar nas ruas na condição de agente que verdadeiramente está na linha de frente.
Imagine o filho mencionado em nossa história enfrentando um assalto a bancos, bandidos fortemente armados e flagrados por ele e sua equipe, guardas civis, agentes da lei. Será que os bandidos entenderão que a função é preventiva e pedirão gentilmente para que a viatura dê meia volta?

A função é preventiva, mas não exclui o risco de combate.
Obviamente será o fim do guarda civil, não voltará para casa, salvo no caso de conseguir efetuar uma defesa a altura, a legítima defesa!
Roubos a bancos não são realizados com revolveres, geralmente são fuzis, mas os especialistas talvez não atentaram ao fato de que a Guarda Civil presta serviços vinte e quatro horas e em todos os pontos da cidade, inclusive locais com altos índices de criminalidade.
Os especialistas não devem ter filhos trabalhando na Guarda Civil, os intelectuais da segurança não entendem que o serviço preventivo é válido, mas não garante que não haverá um enfrentamento.

Os peritos em segurança desconhecem que nenhuma instituição treinada efetuaria disparos de fuzis contra uma multidão, que existem procedimentos a serem obedecidos, mas se sabem de tudo isso, então nossos “heróis”, gênios da segurança fizeram comentários mal intencionados, levantando a possibilidade de um disparo na Cracolândia.

Serviço preventivo, comunitário, são conceitos interessantes, mas será que as três horas da manhã, dentro de uma comunidade dominada pelo tráfico são válidos?

Estamos falidos de especialistas em segurança (pelo menos os referenciados pela Rede Globo e Cia) e, se a opinião deles tiver algum valor, o risco do guarda civil não voltar para casa será ainda maior

Doação de alimentos na Cracolândia, há poucos metros de traficantes, é a cozinha solidária do tráfico!
Opor-se a compra de fuzis para a Guarda Civil Metropolitana, sob alegação de atribuições preventivas, comunitárias e confusão com a atividade da PM é conversa de “especialistas em segurança” que nunca prenderam nem um cachorro na coleira!

Colocando-se na condição de quem ama, impossível concordar com as doações ao lado da mesa de venda de drogas e com os “especialistas em segurança”.
Hipocrisias que sempre buscam favorecer o crime e o criminoso, o Ajuda SP Centro está em alerta.

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