COVID -19 MULTIPLICADA POR 3 = CAMPOS ELÍSEOS

0 175

Segundo dados da Universidade Johns Hopkins, o Estado de São Paulo é a quinta região do mundo com mais registros de casos de covid-19, o governo e o município forneceram, teoricamente, amparo na legislação para o combate a doença, contudo parece que os Governos são os primeiros a violarem a lei.

Na cidade de São Paulo temos os bailes funk’s nas periferias e no centro um número imensurável de moradores de rua, a grande maioria consequência da drogadição e ausência de políticas públicas visando a reinserção social principalmente de ex-presidiários, aliás, não é novidade que o sistema penitenciário não tem nenhum poder de restaurar vidas.

Nos bailes funk’s, uma juventude seduzida pelo álcool e drogas, alienadas da triste realidade que o mundo está enfrentando, portanto é uma festa que além da libertinagem, há total desconsideração pelas medidas de prevenção e desprezo pela causa da qual o resultado pode custar a própria vida.

O centro da cidade parece um filme apocalíptico, pessoas em estados deploráveis pedindo esmolas para sanar o desejo incontrolável por drogas, prostituição a luz do dia, tudo isso sem contar os transportes coletivos lotados.

A cracolândia até dois meses atrás foi alvo de indignação por parte de políticos, juristas, psicólogos, assistentes sociais e a imprensa, mas assim que as eleições municipais encerraram, tudo voltou a ser como antes, ou seja, um pequeno espaço com gente amontoada vendendo e usando drogas, obviamente sem máscaras e sem lavar as mãos.

No Código Penal há uma previsão de que Infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa é crime. Além disso a pena é aumentada de um terço, se o agente é funcionário da saúde pública ou exerce a profissão de médico, farmacêutico, dentista ou enfermeiro, mas e os administradores públicos?

Todos os dias temos inúmeras matérias relatando números de mortes por covid, governadores e prefeitos apresentam medidas, mas como eles podem justificar o cenário paulistano que aqui foi narrado? A cidade é um flagrante de ineficiência, de negligência e imprudência, a julgar pelo fato de que tudo que está previsto nos decretos estadual e municipal é descaradamente violado diariamente e desde o início da pandemia.

A Estação Júlio Prestes pode ser denominada de “O terminal da Doença”, basta ficar lá por meia hora para constatar frequentadores do fluxo de usuários da cracolândia entrando e saindo da estação, passando suas mãos contaminadas nos corrimões, utilizando banheiros e dispositivos eletrônicos e ocupando o trem que vai para a Estação Barra Funda.

Para acessar a Sala São Paulo, o munícipe passa por centenas de vítimas do vício do crack que andam para lá e para cá, sem máscaras, muito deles gritando e soltando suas salivas a qualquer um que atravessar seus caminhos.
Quanto aos moradores, estes dependem de extrema prevenção e muita fé em Deus, afinal estão cercados de pessoas que desafiam diariamente a doença e que ocupam mercados, padarias e restaurantes e multiplicam os riscos na região.

O Estado e principalmente a Prefeitura tem a obrigação de adotar medidas favoráveis a prevenção e combate ao corona vírus, o simples fato de existir a cracolândia já configura uma omissão que tem exposto a vida de todos ao risco de morte.

O simples fato de oferecer um serviço público de saúde não é suficiente para sanar o problema, já havia total liberdade para o tráfico de drogas que a polícia e nem o Ministério Público conseguiram resolver com um prazo de mais de vinte anos, muitas pessoas morreram vítima do contexto “tráfico de drogas”, agora com quase um ano de covid-19, a Administração Pública também irá permitir que morram pessoas externas ao ambiente dos criminosos, irão adoecer e morrer porque moram próximos ao local abandonado por aqueles que têm obrigação de agir.

Prefeitura e o Governo do Estado tem responsabilidade pelas omissões dos seus representantes, da forma como está não há como não vislumbrar um povo repleto de dor e danos a serem reparados.
A imundície tem imperado a favor da pandemia em nosso território e isso não pode ser considerado normal e nem matéria exclusiva de ano eleitoral, o momento de observação e cobranças é agora.

Ao navegar você concorda que use cookies para garantir que você obtenha a melhor experiência em nosso site. AceitarLeia mais