Assistentes Sociais na Cracolândia – O que fazem? Eles trabalham? Veja aqui no AjudaSP Centro

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Um lugar tomado por toxicômanos que caminham como zumbis e em cada esquina todos são observados pelos olhares sinistros dos bandidos que enxergam o vício como fonte de renda. Profissionais da saúde caminham pelas ruas do bairro Campos Elíseos, contudo o fluxo parece estático para quem observa de longe e parece uma festa que nunca acaba para quem o acompanha de perto, fato que com certeza é gerador de muitos questionamentos nas mentes dos munícipes.

Investimentos em saúde e assistência social são notórios, mas e os resultados?

Quando falamos do bairro Campos Eliseos, no ponto onde se concentra a Cracolândia, as primeiras palavras que associamos são: Dependentes QuímicosDrogasTraficantes, Moradores de Rua, etc. Mas você munícipe, já se perguntou quantos profissionais da Saúde trabalham na região da Cracolândia? Também já se perguntaram quantos moradores de rua libertaram-se do vício? São perguntas sem respostas, não é verdade?

O Ajuda SP Centro levantou os seguintes questionamentos junto aos orgãos públicos:

  • Quantos Assistentes Sociais trabalham na região da Cracolândia?
  • Quantos dependentes químicos foram resgatados do vicio?
  • Quantos dessas pessoas resgatadas tiveram recaída e voltaram a usar drogas?

As respostas dos órgãos públicos surpreende, tendo em vista a realidade que os moradores locais conhecem, uma verdadeira dualidade de teoria e prática, que só quem convive pode relatar quem está com a verdade.

Primeiramente, que a mencionada “Cracolândia”, trata-se de uma cena de uso aberto de drogas, com surgimento no final dos anos 1990, que passou a ser conhecida por este nome popular em decorrência do consumo de crack em meio aberto que é feito no local. Em termos conceituais, uma cena de uso aberto se caracteriza por agrupamento de usuários, abusivos ou não, que utilizam espaços ou logradouros públicos para realizar o consumo de substâncias psicoativas ilegais de forma continuada.

A drogadição tem evoluído, mas ela  ocorre é porque há presença do crime organizado que favorece e promove ações contrárias, em contrapartida profissionais da saúde parecem invisíveis, mas estão incluídos em gestões orçamentárias, ou seja, estamos pagando por algo que tem servido apenas de “cala a boca” para aqueles que dizem que Administração Pública está inerte, portanto é perceptível a improbidade administrativa e a falta de comprometimento.

Em relação aos usuários de drogas, abusivos ou não, é importante não perder de vista que tratam-se de pessoas acometidas pela dependência química, que em termos epidemiológicos é classificada como  transtorno psiquiátrico crônico. Esta doença se manifesta através de sintomas persistentes do comportamento, sendo considerada um problema de saúde pública de ordem internacional que preocupa nações do mundo inteiro, pois afeta valores culturais, sociais, econômicos e políticos. Sabe-se que a cura para dependência química ainda é desconhecida. Mesmo quando o paciente é submetido a diferentes tipos de tratamento, as chances de recaída são grandes.

Dinheiro público sendo usado de maneira muito incoerente, se a cracolândia e o tráfico de drogas em geral continuarem evoluindo, em um futuro não muito distante teremos um país tomado por zumbis e com os cofres públicos vazios!

Quantos assistentes sociais trabalham na região da Cracolândia?

A quantidade de Assistentes Sociais na região do Campos Eliseos é superior a quantidade de Guardas Civis, dando mais ênfase a Assistência Social e deixando em segundo plano a Segurança Pública. Devido a essa desproporção no investimento, não se combate o crime com maestria. E mesmo com recursos reduzidos para combater o Tráfico, Roubos e o Vandalismo, com menos da metade de recursos que a Assistência Social possui, eles são obrigados a prestar esclarecimento das atividades exercidas e resultados. Quanto aos Assistentes Sociais deixam dúvidas, a região da Cracolândia possui um total de 55 profissionais a disposição dos dependentes químicos:

  • 40 orientadores socioeducativos
  • 7 Cargos Administrativos
  • 4 Técnicos Assistentes Sociais
  • 4 Psicólogos ou Pedagogos

Deixando bem claro que não foi contabilizado o assistencialismo de ONGs, cidadãos que realizam trabalho voluntário ou ativistas a serviço dos dependentes químicos. Veja a resposta da Secretaria:

Tratando exclusivamente dos profissionais do eixo de assistência social, que atuam no Programa Redenção em relação às abordagens territoriais e escuta qualificada do público-alvo na região da cena de uso aberto da Luz, esclareço que atuam ao todo 55 profissionais, sendo que 4 são técnicos assistentes sociais, 4 psicólogos ou pedagogos, 40 orientadores socioeducativos e 7 em cargos administrativos. Vale observar que estes profissionais trabalham de forma integrada com profissionais da saúde, formando o Serviço Integrado de Acolhida Terapêutica – Abordagem – SIAT I, conforme disposto na Portaria Conjunta SGM/SMADS/SMS/SMDET Nº 04 , de 25 de junho de 2019.

Por outro lado, quando se trata de segurança, a quantidade de Guardas Civis é inferir a 30 servidores por turno. Alguns turnos estão presentes 24 a 27 Guardas Civis.

Quantos dependentes químicos foram recuperados no Primeiro Semestre?

Mais uma vez esquivaram-se da resposta, justificando e não mostrando a eficácia e eficiência do programa. Desde os primórdios do Programa Redução de Danos ate a presente data não há uma base de dados estatísticos da eficiência do trabalho realizado na região.
Todo trabalho exige-se resultado, para justificar a continuidade do projeto e realizar novos planejamentos e futuras melhorias de acordo com o resultado do Mês ou Semestre. Leia abaixo a resposta da Secretaria do Governo Municipal.

Não é possível categorizar os indivíduos acompanhados entre recuperados e não recuperados, sobretudo porque não existe cura para dependência química. O objetivo principal do Programa Redenção é fornecer às condições básicas que possibilitem a conquista da autonomia dos indivíduos em relação às suas vidas, ensejando assim a retomada de atividades laborais, restabelecimento dos laços familiares e reintegração à sociedade.

Não existe um banco de dados ou qualquer registro dos usuários acolhidos e tratados. O programa “DE BRAÇOS ABERTOS” do Haddad ate o presente momento, não há comprovação de eficácia ou acompanhamento, acolhimento e tratamento. Não precisa raciocinar muito para você leitor perceber que o foco é manter os usuários dependentes, diminuir o consumo (não tratar a doença). Leia a continuidade da resposta:

A conquista da autonomia na linha aqui descrita ocorre de forma sutil, tendo seus ganhos evidenciados dia após dia, na forma do cumprimento de regras de convivência de acolhimento social, diminuição/renúncia do uso de drogas,  recuperação de contato de familiares, adesão às práticas de higiene e auto-cuidado etc. Por não existir um banco de dados com informações acerca dessa evolução, não é possível oferecer uma resposta em tom qualitativo, conforme solicitado.

Também é não houve nenhuma resposta com resultados ou histórico de usuários que receberam tratamento e voltaram para o mundo das drogas. A única resposta relata que o indivíduo é encaminhado para o tratamento de forma voluntária, sempre de acordo com a vontade que está sendo atendida.

Mas, o que justifica os salários dos Assistentes Sociais na Cracolândia, gastos públicos sem comprovação de eficácia.

  • Quem definiu a necessidade desses 55 profissionais trabalharem na região da Cracolândia?
  • Como o Governo justifica a necessidade desses Assistentes Sociais sem resultados justificados?
  • Sem resultados por muitos anos, porque o Governo não mudou a metodologia para justificar a presença deles na região?

Essas e muitas perguntas ficam sem respostas, e pagamos pelo serviço, dinheiro público usado por muitos anos sem resultado.

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