Assaltos, Indivíduos ou Situações suspeitas – Saiba quando e como agir

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Viver na cidade de São Paulo é uma experiência árdua e muitas vezes traumática, considerando que é cenário de muitos assaltos proporcionados pela fragilidade da segurança pública e reforçados pelos reflexos do tráfico de drogas que tem se expandido de maneira assustadora e subtraído nossos jovens do acolhimento de suas famílias para direcioná-los ao sistema penitenciário e a exclusão social que resulta no surgimento de novos criminosos, um ciclo que está ficando cada vez mais letal a toda sociedade.

As práticas ilícitas ocorrem de diversas formas, desde a subtração astuciosa de objetos das bolsas até a uma grave ameaça, sob a mira de uma arma, fatos que apesar de terem tipificações jurídicas diferenciadas, oferecem os mesmos riscos as vítimas, portanto é muito importante conhecer as medidas saneadoras mais adequadas e que favorecem a preservação da vida.

Preliminarmente é imprescindível ter plena convicção de que tentar impedir um roubo ou furto com uso da força, apesar de ser uma ação legítima, não é a atitude mais recomendada, os riscos são imensuráveis e, em muitos casos, a vítima nem desconfia quantas pessoas estão envolvidas no crime. A reação ofensiva só é recomendável em preservação da integridade física ou da vida, a partir do momento em que o cidadão foi surpreendido por um criminoso, está em total desvantagem de informações e emocionalmente abalado, sendo assim deve investir apenas na garantia da vida, mas isso não significa que as pessoas de bem estão a mercê dos bandidos, ocorre que a ação deve ser cautelosa e, até certo ponto, técnica, por isso é importante estar “psicologicamente preparado” para viver em São Paulo.

Os marginais são oportunistas e covardes, só agem quando vislumbram facilidades, buscam a desatenção e a falta de malícia de suas vítimas, usam do fator surpresa para dar ênfase ao impacto psicológico e, por ser assim, devemos exercitar a atenção as normalidades para identificar as anormalidades e obstruir o campo de ação dos malfeitores.

Os crimes mais comuns são roubos e furtos, o primeiro é feito mediante ameaça e o segundo é aquele que um oportunista subtrai algo quando há vacilo da vítima.

Evitando o furto

O furto geralmente ocorre quando fica evidente a oportunidade, ou seja, uma bolsa fácil de enfiar as mãos sem ser notado, uma distração com celular na mão, carteira ou qualquer outro objeto no bolso de trás.
Também ocorre subtração de relógios, correntinhas de ouro que podem ser retirados apenas puxando bruscamente.

O importante é ter ciência de que os valores, infelizmente, sempre estarão sendo observados pelos praticantes de furto e isso exige adoção de algumas medidas preventivas como:

  • Não deixar objetos de valor em mochilas ou, se isso ocorrer, mantê-la a frente;
  • Os bolsos de trás sempre serão alvos, portanto, se possível, deixe-os vazios;
  • Jamais converse ao celular caminhando por vias públicas, com um puxão o ladrão toma, corre e seus comparsas obstruem o caminho;
  • Desvie, quando possível, de locais onde haja aglomerações de pessoas ociosas;
  • Jamais deixe algo que possa despertar interesse de um marginal nos bancos dos veículos, recomendação válida tanto para quem está conduzindo, quanto para quem deixará o veículo estacionado;
  • Ao usar o celular em um suporte veicular, mantenha os vidros fechados;
  • Evite usar o celular em suporte na motocicleta;
  • Se possível, não ande com dinheiro em espécie, tendo em vista que a cada pagamento você poderá estar sendo observado por um “olheiro” e informante que dará as coordenadas para outro subtrair;
  • Jamais procure algo em bolsas ou mochilas quando estiver na via pública, faça isso em local reservado, um banheiro ou estabelecimento comercial;
  • Não faça doações e nem tire celular para informar horas em locais suspeitos ou desconhecidos, o pedido é uma forma de fazer você apresentar seus bens;
  • Jamais abandone seus pertences para prestar atenção a alguma manifestação de indignação, jogos, brigas ou algo que gere comoção, são truques para práticas de furtos.

As formas de praticar furtos são inumeráveis, porém, em síntese, a prevenção é baseada na atenção aos próprios interesses, ocultação dos bens, na cautela e observância dos locais onde irá passar ou permanecer.
EVITANDO O ROUBO

  • O roubo, apesar de também ser um crime praticado com oportunismo, merece maior atenção no que tange aos riscos, a julgar pelo fato de que envolve ameaça e o criminoso que o pratica já inicia ação disposto a ter um enfrentamento, portanto, presume-se que o marginal está intencionado e preparado para uma ação mais violenta.

Partindo do princípio que ladrões são todos covardes, por óbvio eles procuram vítimas “mais fáceis” e as tais facilidades podem ser suprimidas e fazer de você um cidadão menos propício a ser o próximo vitimado, portanto segue abaixo algumas dicas:

  1. Esteja sempre atento ao caminho que você fará, observe os perímetros por onde irá passar, analise a linha do horizonte e as laterais para que você possa identificar quem está a sua frente, nas laterais das ruas e quem vem a seu encontro, desconfie ao passar por alguém que estava parado e iniciou uma caminhada atrás de você, desvie o caminho caso perceba que pessoas que estavam paradas a frente, ao perceber sua presença, caminham em sua direção e nunca passe sozinho por grupo de pessoas ocupando uma calçada sem uma finalidade aparente.
  2. Ao desviar, voltar ou evitar, busque abrigo em pontos comerciais, principalmente onde há câmeras de vídeo, é o caso dos bancos e dos postos de gasolina.
  3. Durante a noite e na madrugada é quase impossível circular a pé, mas caso seja necessário, faça sempre no sentido da contra mão dos veículos para evitar de ser seguido por condutores mal intencionados, contudo se um veículo passar por você iniciar a manobra para vir de encontro, tente atravessar a rua e havendo oportunidade adentre em locais fechados ou tente acessar um local de maior movimento ( não é recomendável circular a pé altas horas da noite ou madrugada em São Paulo).
  4. Andar no sentido oposto dos veículos dificulta a abordagem por tirar a possibilidade de estudar a vítima sem ser percebido.
  5. Jamais pare para dar informações em locais onde você não domina a rotina, ali pode ser um ponto estratégico de práticas de roubos.
  6. Nunca abra sua carteira ou retire celular na rua para dar informações ou fazer caridade, em seguida poderá ser anunciado um assalto e aparecer mais comparsas.
  7. Se alguém pedir cigarro ou esmola de forma insistente ou caminhando junto, não permita aproximação, essa pessoa vai abraçá-lo e certamente anunciará um assalto.
  8. Não cruze caminhos ou fique próximo de pessoas que não estejam com as mãos visíveis, estas estando desocupadas, a julgar pelo fato de que as mãos para trás, dentro de bolsos ou debaixo da vestimenta é um indício de que ali está sendo ocultada uma arma.
  9. Em caso de necessidade de pedir informações em local desconhecido, procure pontos comerciais ou um agente público, caso contrário você correrá o risco de estar anunciando a sua fragilidade a um estranho que pode estar aliado ou ser o próprio bandido.
  10. As curvas nas vias públicas a pé devem ser realizadas da forma mais aberta possível, para você ver quem está a sua frente, fazendo uma curva fechada poderá ser abordado na esquina por um infrator que ali está aguardando uma vítima (obviamente prevenção a ser tomada dentro de parâmetros da razoabilidade, cada um sabe por onde anda).
  11. Obviamente terrenos e edificações abandonadas devem ser evitadas.

Em síntese, a ocorrência de roubos pode ser evitada não adentrando ao campo de atuação do bandido no momento e da forma que ele quer, mas isso exige atenção e procedimentos que, se reiterados, passam a ser costumeiros e fará de você uma pessoa difícil de abordar.

AO IDENTIFICAR QUE ESTOU SENDO VÍTIMA O QUE DEVO FAZER?

Ao perceber que está sendo vitimado, esqueça o seu patrimônio! Preservar a vida é o foco neste momento tão difícil, por isso não é salutar lutas corporais, palavras hostis ou ameaças contra os agressores, infelizmente, apesar de ser uma realidade difícil de assimilar, a partir do momento em que um facínora iniciou sua prática deplorável, ele está em ligeira vantagem.

  • A vítima não sabe quantos bandidos estão a sua volta, se tem alguém armado e qual estado de lucidez do meliante, sendo assim, uma atitude impulsiva pode ter resultados desastrosos.

De uma forma bem ilustrativa, quando alguém percebe que está sendo vitimado é uma situação semelhante a estar sendo atacado por cobras e não saber diferenciar quantas são e quais são peçonhentas.

No caso de roubos, importante não fazer gestos bruscos, não tentar retirar nada do bolso ou da cintura, tendo em vista que o marginal poderá interpretar como um ataque ou saque de arma e, consequentemente, reagir disparando tiros ou dando facadas.

Após a abordagem não é interessante tentar correr, além do risco de ser alvejado, há riscos de atropelamentos ou ser surrado, caso seja recapturado, então o melhor é permitir a subtração dos objetos.

Gritar, apesar de parecer eficiente, pode resultar em reações agressivas.
Olhar diretamente na face do agressor é intimidador, portanto, sempre que possível, atenda aos pedidos sem transparecer ódio ou medo para não dar ao meliante margens para pensamentos de “queima de arquivo”.

O socorro, salvo nos casos em que é visualizada a presença da polícia ou em defesa da vida, não deve ser solicitado no momento da ação, uma resposta negativa agrava a situação da vítima perante o facínora.
Apesar da recomendação em não reagir, importante salientar que isso não significa total passividade diante de um assalto, à vista disso é que a vítima deve ser resistente ao ser conduzida para outro local, trata-se de uma negociação pela vida, os bens materiais são entregues, em contrapartida a integridade física é prioridade, por isso aceitar a condução para outro local pode significar um cárcere e a progressão para crimes mais ofensivos.

Cada indivíduo tem seu modo de agir e sua subjetividade, mas aquele que lograr êxito em administrar as emoções em favor da negociação pela integridade física, ou seja, firmeza em demonstrar que está ciente da fragilidade, pronto para desfazer dos bens materiais, mas disposto a zelar a qualquer custo pela própria vida, tem maiores chances de evitar progressões nas pretensões do bandido.

Não existem regras de como agir durante um roubo ou ao perceber um furto, mas há atitudes e experiências que podem favorecer um resultado menos traumático. Bandido não tem pessoalidade, ele quer o objeto, sair vivo e livre, faz o que for preciso para isso, inclusive mata!

OBSERVAÇÕES QUE PODEM FAZER DIFERENÇA

Conforme já descrito, recuperar o produto subtraído no momento da ação não é recomendável, mas há possibilidade de aumentar as chances de recuperá-lo, tudo depende da quantidade de informações que você terá para passar a polícia.

Situações em que você for vítima ou desconfiar que outros estão sendo vitimados, registre o máximo de informações:

  • Local exato da ocorrência, nome da rua, número e ponto de referência;
  • As cores das vestimentas dos envolvidos, principalmente calças e calçados, tendo em vista que as;
  • Camisetas ou as blusas são trocadas na tentativa de despistar a polícia
  • Localização de tatuagens e, se possível , memorizá-las em condições de descrevê-las;
  • Defeitos físicos, cicatrizes, próteses e, quando possível, identificar a falta de dentes (principalmente os da frente);
  • Corte ou cor do cabelo;
  • Anéis, correntes e pingentes que tenham algum significado, por exemplo um crucifixo ou uma caveira;
  • Cor da pele e estatura são importantes, porém sem outros detalhes, tornam-se muito genéricos;
  • Estampas, desenhos ou descrições em roupas podem ajudar, se a polícia for avisada rapidamente;
  • O destino tomado, a direção ou se adentrou algum local ou veículo;
  • Placa, cor, modelo e adesivos do veículo;
  • Avarias do veículo;
  • Possíveis acompanhantes (inclusive veículos suspeitos);
  • Descrições da arma, prateada ou preta, mais arredondada ou quadrada, enfim, todos os detalhes da arma são importantes;
  • De onde o bandido sacou a arma ou onde ele a colocou quando encerrou o roubo;
  • Onde foram colocados os objetos subtraídos;
  • Identificação de tudo que foi roubado, número de cartões, nomes que constam em documentos, IMEI de celulares, tudo que for caracterizado por identificação exclusiva;
  • Se em algum momento os marginais conversarem usando nomes ou apelidos, tente gravá-los na memória.

As observações são relevantes para que, no momento em que a Polícia Militar ou Guarda Civil Metropolitana forem informadas, iniciem o patrulhamento com vistas aos infratores e também cada detalhe deve ser inserido no boletim de ocorrência para que a Polícia Civil tenha maior número de informações e possa chegar aos autores que geralmente fazem dezenas de vítimas, portanto você estará contribuindo com outros inquéritos.
Ao observar suspeitos em locais com reincidências de ocorrências, anote todas informações, se possível registre imagens, ligue 190 e acolha, de forma discreta, as vítimas e ceda as informações a ela.

FUI VÍTIMA DE ROUBO OU FURTO, O QUE DEVO FAZER?

Depois do ocorrido, apesar da fragilidade emocional, não adianta ficar desabafando com curiosos, a atitude deve ser muito rápida, ligar para a polícia ou ir diretamente a um agente no posto mais próximo.
Quanto mais rápido for a publicidade do ocorrido, maiores serão as chances de captura do infrator e recuperação dos pertences, portanto cada segundo pode fazer a diferença.

A primeira ligação é para o número 190 da Polícia Militar, será questionada a emergência e você mencionará a respeito do ocorrido, destacando local, características e o que foi subtraído, em alguns casos enviarão uma equipe para dar suporte. Feita a ligação, todo efetivo da região será cientificado via rede de rádio e os policiais passarão a patrulhar com vistas ao infrator, motivo pelo qual é importante fornecer todos os dados solicitados.

Na cidade de São Paulo temos a Polícia Militar e Guarda Civil Metropolitana que realizam patrulhamento nas ruas, mesmo após fazer a ligação é possível reiterar o ocorrido em bases das instituições ou falando diretamente com os agentes.

Após a ligação, restará fazer o registro do boletim de ocorrência, que poderá ser feito na delegacia eletrônica ou em um distrito policial.

Nos distritos policiais geralmente há resistência para o registro, alegam que só fazem se o fato ocorreu na área por eles descrita, porém a afirmação merece questionamento por ser ilegal, eles devem registrar boletins sem discriminação de locais.

O registro do boletim deve conter o máximo de informações possíveis, transmita cada detalhe e, quando encerrar, confirme se o documento está fiel ao que foi declarado.

Por questões óbvias, cartões e aplicativos devem ser administrados com cancelamentos e mudança de senhas, se possível antes do registro do boletim. Encerrando sua parte, restará aguardar um contato policial, haja vista que em uma abordagem podem ser consultados IMEI`s, encontrados os documentos produto de furto ou roubo e haverá necessidade de fazer reconhecimento das partes, porém se você comunicar rapidamente a polícia, as chances de que em poucos minutos a polícia detenha os marginais é grande.

Os ladrões tem êxito nas atividades ilícitas porque encontram facilidades antes e depois dos crimes, mas se as pessoas adotarem posturas mais astutas e ágeis, estarão impondo dificuldades aos infratores da lei e facilitando o trabalho da polícia.

RECOMENDAÇÕES
Água e óleo não se misturam, assim como bandido e cidadão de bem não podem ter vínculos.
A lei existe e é para ser cumprida, cada um deve arcar com as consequências de seus atos, seja prudente e quando o malfeitor estiver a disposição da polícia e da justiça, seja legalista!
Não tenha pena e nem recepcione ideologias que contrariam os preceitos da lei, tendo em vista que, após a prisão, todo vagabundo é citado como pai de família, tem mãe que chora ou fica “famosinho” nas redes sociais, todos alegam inocência.

Está preso!? Deixe a polícia trabalhar e não converse com amigos ,familiares e nem com o advogado do meliante, existe um processo que garante a ele ampla defesa e contraditório.
É comum simpatizantes e familiares tentar facilitar a vida do infrator mudando o depoimento da vítima através de chantagens emocionais.
O papel do cidadão de bem é denunciar bandidos e auxiliar as vítimas, jamais dar ouvidos a quem faz oposição a polícia, a justiça e ao Estado.
Na atualidade há uma forte tendência política e ideológica de inversão de valores, direcionam todas as acusações para a dúvida, buscam direitos humanos do acusado e ignoram a vítima.
Quem tem PRESUNÇÃO RELATIVA DE LEGITIMIDADE NAQUILO QUE FALA SÃO OS POLICIAIS e não terceiros que militam por direitos humanos, a estes cabe provar suas alegações.
As vítimas também carecem da efetividade de seus direitos humanos, mas quem os defende?
Além de presos, os marginais também podem ser cobrados judicialmente para reparação de danos que causaram, mas infelizmente isso no Brasil é muito raro.

O Ajuda SP Centro está a disposição para receber denúncias de pontos com reincidências de roubos, furtos e também de nomes daqueles que atuam em favor do mal nos bastidores sob o manto político ou administrativo.
Lugar de bandido é na cadeia, não importa se está mal vestido ou ocupando cargos de relevância no poder público
Denuncie!
Quem defende ou facilita as atividades dos bandidos também é marginal.

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